Dentaduras: veja quando é preciso trocar por implantes dentários.
Chega um momento que não é mais possível conviver com os problemas relacionados às dentaduras, como dores, dentaduras frouxas, dificuldade para mastigar e até as limitações estéticas. Neste post veja quando é o momento certo para trocar a dentadura por implantes dentárias, na técnica com prótese protocolo.
Luís Gustavo Leite é dentista especialista em próteses dentárias e periodontia pela UFRGS, com pós-graduação em implantodontia. Com experiência clínica de 25 anos, atua no tratamento com dentaduras e prótese dentária protocolo sobre implantes dentários em Porto Alegre.
Durante mais de vinte anos trabalhando com dentaduras, acompanhei centenas de pacientes que utilizaram dentaduras por muitos anos. Alguns conviviam relativamente bem com elas. Outros, entretanto, já haviam deixado de comer determinados alimentos, evitavam sorrir em fotografias ou simplesmente haviam se acostumado com uma prótese que se movimentava durante a mastigação.
Os implantes dentários mudaram completamente essa realidade. Hoje é possível substituir uma dentadura convencional por uma prótese protocolo fixa sobre implantes, devolvendo ao paciente segurança para mastigar, falar e sorrir.
Apesar disso, continuo observando um erro bastante comum: muitas pessoas esperam tempo demais para procurar esse tratamento. Quando finalmente decidem abandonar a dentadura, a perda óssea já está bastante avançada, tornando o planejamento mais complexo, aumentando a necessidade de enxertos ósseos e, quase sempre, elevando o custo do tratamento.
O que é uma prótese protocolo?
A prótese protocolo é uma dentadura fixa apoiada sobre implantes dentários. Diferentemente da dentadura convencional, que permanece apoiada apenas sobre a gengiva e o osso, a prótese protocolo é rigidamente parafusada sobre implantes. Isso proporciona uma estabilidade muito maior durante a mastigação e elimina praticamente todos os inconvenientes relacionados à movimentação da dentadura.
Diferente da dentadura, a prótese protocolo tem tamanho reduzido com relação à dentadura. Na prótese protocolo, a língua e os lábios tem mais espaço para uma movimentação mais livre e natural. O palato, que é totalmente recoberto nas dentaduras, fica completamente livre – o que proporciona uma alimentação mais prazeirosa e melhora da dicção.

Quais são as vantagens da prótese protocolo sobre a dentadura?
A prótese protocolo tem diversas vantagens sobre a dentadura. Veja as vantagens mais importantes desta técnica com dentadura fixa:
* estabilidade durante a mastigação;
* estética mais natural;
* possibilidade de comer alimentos mais consistentes;
* eliminação de dores;
* melhora importante da autoestima;
* menor risco de feridas provocadas pela movimentação da prótese;
* melhor eficiência mastigatória;
* maior segurança em situações sociais.
O maior problema da dentadura não é a dentadura, é a perda progressiva do osso.
A maioria das pessoas procura tratamentos com implantes dentários porque a dentadura está machucando, ficou frouxa ou já não consegue mastigar como antes. Entretanto, esses problemas normalmente representam apenas a consequência de um processo muito maior: a perda progressiva do osso que sustenta a prótese.
Estudos mostram que a maior perda óssea ocorre durante o primeiro ano após a extração dos dentes. Dependendo da situação clínica, a largura do rebordo alveolar pode reduzir aproximadamente 40% a 60% nos primeiros anos, e a reabsorção continua lentamente durante toda a vida, principalmente em usuários de dentaduras convencionais.
Na prática clínica, isso significa que esperar muitos anos para instalar implantes pode tornar o tratamento significativamente mais complexo.
A perda óssea progressiva pode provocar:
* dificuldade crescente para estabilizar a dentadura;
* necessidade frequente de reembasamentos;
* diminuição do suporte dos lábios;
* envelhecimento do perfil facial;
* dificuldade para instalar implantes em posições ideais;
* necessidade de enxertos ósseos;
* aumento do tempo de tratamento;
* aumento do custo da reabilitação.
Dentaduras devem ser avaliadas periodicamente e trocadas a cada 4 ou 5 anos.
A perda óssea progressiva acontece de forma diferente entre os pacientes. Em alguns pacientes, ele acontece de forma mais intensa. Em outros, a perda óssea é lenta e podem levar muitos anos para que esta perda óssea possa ser percebida.
Na minha prática clínica observei que após 4 a 5 anos de uso as dentaduras começam a ter mobilidade lateral, consequência da perda óssea progressiva e aumento da espessura das gengivas. E é exatamente o que alguns estudos científicos sugerem, uma substituição das dentaduras a cada 4 ou 5 anos.
Após 4 ou 5 anos, as dentaduras vão lentamente ficando desadaptadas. O paciente não percebe isso porque a desadaptação é lenta e o crescimento interno das gengivas compensam a perda óssea progressiva. O problema é que os movimentos laterais são uma das causas para as perdas ósseas.
Em Implantodontia existe uma regra que considero extremamente importante: normalmente é melhor preservar o osso do que reconstruí-lo. É exatamente por isso que adiar a substituição da dentadura nem sempre é a melhor decisão.
Quando é o momento certo para trocar a dentadura por uma prótese protocolo sobre implantes?
Não existe uma idade ideal para substituir a dentadura por uma prótese protocolo. A decisão depende muito mais das limitações que a dentadura passou a causar do que da idade do paciente. Na minha experiência clínica, alguns sinais costumam indicar que chegou o momento de considerar uma reabilitação fixa sobre implantes.
Os principais são:
* dentaduras frouxas;
* dor ao mastigar;
* feridas e aftas constantes.
* uso de adesivos para evitar que a dentadura caia;
* medo de sorrir ao pública;
* vontade de melhorar a estética do sorriso e dos lábios;
* Evitar a perda óssea progressiva.
Embora qualquer um desses sinais mereça atenção, existe um aspecto que considero especialmente importante: a perda óssea progressiva. Muitos pacientes acreditam que podem esperar a dentadura tornar-se completamente insuportável para somente então procurar uma prótese protocolo.
Na prática, essa costuma ser uma estratégia pouco vantajosa. Quanto maior a perda óssea, maior pode ser a necessidade de enxertos e mais complexo tende a se tornar o tratamento.

Cirurgias guiadas para implantes são mais um motivo para trocar dentaduras pela prótese protocolo.
Muitos pacientes não trocam a dentadura por uma prótese protocolo porque tem medo da cirurgia com implantes. Para outros, são as histórias de falhas com implantes que acabam afastado a ideia de resolver de forma definitiva todos os problemas que a dentadura convencional traz.
Para estes pacientes, a cirurgia guiada para implantes dentários é mais um motivo para trocar a dentadura pela prótese protocolo. Desenvolvida para instalar os implantes dentários de forma precisa, rápida e muitas vezes até sem pontos e certos extensos, esta técnica tem diversas outras vantagens, como evitar o uso de enxertos de osso e gengivas em diversas situações.
A cirurgia guiada é uma técnica que eu uso em todos as cirurgias para implantes dentários. Atualmente, mesmo as cirurgias mais simples de um único implante são realizadas através da cirurgia guiada. Definitivamente, uma técnica imprescindível para resultados estéticos e funcionais melhores tanto para as gengivas quanto para a prótese dentária futura.
E o que fazer quando ainda é preciso continuar com a dentadura?
Muitos pacientes portadores de dentaduras, ou até mesmo de próteses parciais como a ponte dentária móvel, ainda são dependentes do uso das dentaduras. O principal motivo costuma ser a impossibilidade financeira para arcar com os custos mais elevados da prótese protocolo sobre implantes dentários.
Atualmente, técnicas de moldagem mais precisas, como o escaneamento digital das arcadas dentárias, e dentes muito mais estéticos e resistentes – como os dentes feitos com 50% de carga cerâmica – trazem tratamentos mais rápidos e dentaduras mais confortáveis e mais bonitas.
As técnicas de reembasamento, usadas para dentaduras frouxas, também contam com materiais mais eficientes e duráveis, uma vez que esta técnica utilizada para compensar as perdas ósseas maxilares costuma ser provisória, já que o material não apresenta lisura e acabamento aceitáveis – um risco para contaminações fúngicas, como a candidíase.
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